
A hormonização pode afetar o timbre vocal após a puberdade? Caso muito provavelmente a resposta seja não, pois eu acredito que não seja possível, uma cirurgia das cordas vocais (cricotireoideana) seria recomendável? Esse tipo de cirurgia necessita de laudo? A Gendercare pode disponibilizar este laudo, e ela indica fonaudiólogos especializados em transexualismo?
Bem, uma boa hormonização abre sim as possibilidades de alteração do timbre da voz. As cirurgias não precisam de laudo mas são caras e perigosíssimas. Portanto não as aconselhamos.
Sobre a voz, existem regrinhas simples que funcionam:
. (a) Os hormônios se corretos, ajudam bastante, com o tempo.
. (b) Fale, não grite. Falar controladamente facilita, já o grito é menos controlável.
. (c) Fale pausadamente, em tom baixo. Falar alto e rápido faz você perder o timbre.
. (d) Cuidado ao cantar: o timbre vai para baixo (fica grave) e o controle difícil.
Temos manuais para a voz, porém em inglês – ainda não temos em português. Um treinamento em canto e teatro auxiliar muito. Na sua cidade pode ter algum grupo de canto e teatro que poderão ajudá-la. Indicamos fonoaudiólogos, mas não para todos locais.
Enfim, o negócio é treinar, treinar e treinar. É fácil, de graça e eficiente.
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Esta série de posts conta com a autorização de publicação da terapeuta e sexóloga Martha Freitas (também conhecida como Wal Torres). Perguntas a esta coluna deverão ser feitas diretamente à comunidade da Clínica Gendercare no Orkut, para posteriormente figurarem aqui.
Boa noite, dileta manceba!
ResponderExcluirEis que li um artigo postado em seu blogue que diz respeito também a mim. Calma, eu explico:
Eu nasci com uma disfunção encefálica rara - algo entre um hipogonadismo masculino e uma androginia - o que me fez estéril (minha hipófise não consegue, por uma dificuldade natural, genética, enviar os estímulos necessários aos testículos para que estes produzam a chamada testosterona); acabei buscando auxílio médico - sou doido para ser pai, Deus sabe como! - e iniciando um tratamento à base de sais de testosterona intra-musculares. Em meu caso, a voz mudou, sim, consideravelmente - embora continue bastante suave, mais do que a dos homens ditos normais.
Bom, é só isso que vim comentar, mas só por ter me identificado com esse artigo. Sem mais delongas, cordialmente me despeço, deixando meus votos de boa noite!
Amplexos sinfônicos!
Oi Dri!
ResponderExcluirBem, eu, daqui por 1 ou 2 meses, irei começar o tratamento hormonal, com 16 quase 17 anos.
Contudo, a minha voz já está se tornando grave mesmo.
Acha que os hormônios poderão fazer alguma coisa?
Ou só me resta o treino vocal?
(E já agora, ele resulta mesmo? :x)
Obrigada, boa noite!
Que bom, Andreia... vai começar numa fase ideal. Como o texto mesmo diz a voz muda um pouco (um pouco!) e vc pode sempre tentar técnicas que dêem naturalidade ao falar feminino. O tratamento hormonal faz mais efeito do agudo para o grave do que o contrário. Ou seja, funciona melhor nos transexuais FtM que em nós. Então, é bom pensar em um fonoaudiólogo ou em aulas de canto e teatro. Bjsss
ResponderExcluirPois é, Pangéia, a testosterona engrossa a voz, taí seu caso. Mas o caso da Andreia é o contrário, então só mesmo com treinamento vocal, que por sinal tem efeitos maravilhosos (vejam a voz da Andrea James, linda!!).
ResponderExcluirAndrea James? Quem é? Fiquei curioso.
ResponderExcluirFalando no sentido para vocês, MtFs, uma voz que ficou bem feminina é a da alemã Kim Petras - do meu ponto de vista pessoal, pelo menos; não sou fonoaudiólogo.
Andrea James é esta da foto (do post). Ela é uma grande militante americana e tem, junto com a Calpernia Addams, a 'Deep Stealth', empresa especializada no público trans.
ResponderExcluirSobre a Kim Petras... bem ela fez a transição novinha, antes de a voz mudar. Sendo assim, ela nunca teve voz masculina. A voz da Andrea é maravilhosa, e ela fez a transição já por volta dos 30 (ou seja, o trabalho fonológico dela foi o motivo para a naturalidade da voz que tem).